Edição nº 679 e 13ª de 2025.
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menos cadáver há no morto
mais vivo é o vulto
A insatisfação de qualquer colônia que cause impacto no lucro líquido, ou, mencione a distribuição de terra, poderá causar descontentamento no superávit primário (regozijo do sistema financeiro), perturbação no serviço da dívida externa (pagamento de juros exorbitantes), e o colonizado não resistindo mais a escravidão (empreendedores/pejotização fim das relações trabalhistas), manifeste qualquer descontentamento com as pseudos democracias [que visam elege os seus], para manutenção do status quo (estado das coisas), esses fenômenos levam a prática antiga da tomada do poder a força, por golpes e invasões.
Atualmente a tomada híbrida recorre a inflação, taxa de juros, desemprego, visa jogar a população contra o governo (modernamente, o melhor instrumento tem sido o algoritmo).
Foi assim até há pouco tempo, agora temos o BRICS, mas esse é outro papo, não estamos sós.
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1 - Outro nível 2 - Não se faz um golpe de repente 3 - História é vida 4 -Sakamoto: Com generais réus por golpe, Brasil, enfim, pode enterrar cadáver de 1964 - Impunidade da ditadura de 1964 e suas consequências atuais - segunda-feira, 31 de março de 2025 | |||
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O Exército retirou as homenagens públicas à data do golpe militar de 1964 mantidas no quartel em Juiz de Fora (MG), de onde saíram os primeiros soldados para a deposição do presidente João Goulart. A ação ocorreu após a Justiça homologar a procedência de pedidos feitos pelo Ministério Público Federal.
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📷 Eduardo Anizelli
STF rebate narrativa e revela que idosos são minoria entre condenados pelo 8 de janeiro :: Caldeirão Político
Parte de Guerra Fria
Período 31 de março a 1 de abril de 1964[a] |
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Local |
Brasil (principalmente Distrito Federal, Sudeste, Rio Grande do Sul e Pernambuco) |
Causas |
Ver Fatores |
Características |
Operações militares |
Colapso do governo Goulart
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Apoiados por: |
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Baixas | |
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7 civis mortos |

O desencadeamento.
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Lincoln Gordon ---------------------
O então embaixador Lincoln Gordon havia pedido a Washington apoio logístico aos militares brasileiros. Os Estados Unidos tinham forte influência em toda a América (com exceção de Cuba).
A Operação Popeye (Movimentação das tropas em Minas Gerais) estava sendo apoiada pela frota americana. A influência sobre Brasil era muito grande, as empresas de capital multinacional que aqui estavam tinham o domínio de grande parte da infraestrutura que sustentava o país; a geração elétrica, o fornecimento de água, de gás, de combustíveis, a indústria de alimentos, de roupas e toda a base da produção nacional.
A mobilização e o arquivamento
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Em 31 de Março de 1964 foi deflagrada a Operação Brother Sam, que, segundo a imprensa e documentos já em domínio público liberados pelo governo americano, consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões classe Forrestal, seis destróieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico.
Gordon queria a intervenção rapidamente, se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, a poderosa Frota do Caribe estava entre 50 e 12 milhas náuticas ao sul do Espírito Santo, nas águas próximas à cidade de Rio de Janeiro (cidade).
Documento do Congresso estadunidense comprova a ação intervencionista: O papel dos Estados Unidos nestes eventos era complexo e às vezes contraditório. Uma campanha de imprensa anti-Goulart foi realizada ao longo de 1963, e em 1964 apoiada por Johnson. O embaixador Lincoln Gordon admitiu mais tarde que a embaixada tinha dado dinheiro a candidatos anti-Goulart nas eleições municipais de 1962 e encorajado os conspiradores; que muitos agentes das Forças Armadas dos Estados Unidos e pessoal extra da agência de inteligência estavam operando no Brasil; e que havia quatro navios tanques e o porta-aviões USS Forrestal da Marinha dos Estados Unidos, numa operação de codinome Brother Sam. As forças estavam ao largo da costa e, em caso de necessidade durante o golpe de 1964, agiriam rapidamente. Washington reconheceu o novo governo imediatamente após o golpe em 1964 e uniu-se ao coro que cantava que o golpe de estado das -forças democráticas- barrou o comunismo internacional. Em retrospecto, parece que a única mão estrangeira envolvida era a de Washington, embora os Estados Unidos não fossem o ator principal nestes eventos. Na verdade, a linha dura do exército brasileiro, pressionou Costa e Silva a promulgar o Quinto Ato Institucional (AI-5) no dia 13 de dezembro de 1968. Este ato deu para o presidente poderes ditatoriais, o Congresso e assembleias legislativas foram dissolvidos, foi suspensa a constituição, e imposta a censura.
O exílio de Jango
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Esse apoio militar dos Estados Unidos para o golpe militar provou desnecessário quando João Goulart chegou em Porto Alegre em 2 de Abril de 1964, e foi informado de que o governo dos Estados Unidos já havia reconhecido o novo governo brasileiro. Jango, em Porto Alegre, foi aconselhado pelo general Argemiro de Assis Brasil para se exilar no Uruguai.
Os motivos da operação
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Devido à Guerra Fria, qualquer linha de pensamento que não se alinhasse com a dos Estados Unidos e aliados pós Segunda Guerra era má vista, por isso os Estados Unidos não viam o governo de João Goulart, de tendência esquerdista, com bons olhos; havia três anos estavam preparando e incentivando civis e militares brasileiros estrategicamente para um golpe de Estado, para eliminar a influência das esquerdas pró-soviéticas no país.
O alinhamento do Brasil em 1946
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Quando em 1946 os presidentes Dutra e Truman se reuniram, Dutra promoveu, por ideia do presidente americano, a fundação da Escola Superior de Guerra, criada em 1949. A ESG foi inspirada nos -War Colleges- americanos, onde estudavam militares brasileiros.
A Escola Superior de Guerra apesar do nome, não se trata de uma escola voltada aos assuntos clássicos da Estratégia e da Tática. Seus estudos são voltados para a política, sendo que seu principal curso, o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, tem em seu corpo docente desde a sua fundação mais da metade de alunos civis.
Devido ao alinhamento à direita, é claro que o país deveria seguir uma escola de guerra. O presidente Castello Branco optou pela escola americana.
O desalinhamento em 1955
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Em 1955, Juscelino Kubitschek de Oliveira começou a incentivar a independência ideológica do Brasil em relação à política externa; os estado-unidenses começaram a se sentir ameaçados [carece de fontes], pois denotou um desalinhamento da política brasileira em relação à dos Estados Unidos.
Com a construção do Muro de Berlim e a Revolução Cubana, Jânio Quadros homenageou Che Guevara e Fidel Castro. Isto chamou a atenção dos Estados Unidos para o Brasil, que, até então, estavam interessados com a Guerra Fria na Europa.
O anticomunismo e intervencionismo americano
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Com a posse de Jango, e o Brasil implementando políticas progressistas, reações conservadoras partiram de Washington [carece de fontes] e da direita brasileira insinuando que a política externa independente que Jango perseguia, de aproximar-se da posição independente do grupo de países não alinhados da Guerra Fria levaria eventualmente ao alinhamento do Brasil, e logo da América Latina, ao bloco de países comunistas uma vez que o movimento dos não alinhados continha países que resistiam à influência político, militar e econômica norte-americana como a Iugoslávia. Por uma questão estratégica norte-americana, e com a Guerra Fria em pleno andamento, os Estados Unidos não queriam aceitar que um país de dimensões continentais, subdesenvolvido como o Brasil era à época, mantivesse relações comerciais com a China e demais países considerados inimigos dos Estados Unidos. Para os Americanos da administração de Lyndon Johnson isso poderia acarretar em perda do mercado consumidor e que o Brasil se tornasse também fornecedor de matérias-prima para aqueles hostis aos Estados Unidos do bloco comunista e assim um déficit geopolítico-estratégico para os Estados Unidos na Guerra Fria.
Conforme noticiado na imprensa na época, os americanos em 1962 sugeriram que o Brasil adotasse sanções contra Cuba. O Brasil, junto a outros países, negou-se a votar a favor da suspensão de Cuba da OEA, alegando que não havia cláusula diplomática na carta fundadora da OEA. Por outro lado, com João Goulart tendo sido o transmissor das ameaças de invasão americanas a Cuba, o Brasil optou por votar a favor do bloqueio naval de Cuba pelos EUA quando da Crise dos mísseis, opção que a diplomacia brasileira julgava que manteria a paz entre EUA e URSS.
O Brasil de João Goulart flertava comercialmente com a África, a Índia, a China Comunista, o Leste Europeu Comunista e com uma gama de países do grupo de países aliados à URSS. O Brasil seguia perseguindo uma política externa contraventora com diversos atores não tipicamente aliados dos países americanos, em uma demonstração de que o Brasil almejava manter relações com todos os lados do conflito e não uma diplomacia comercial e diplomática alinhadas às posições norte-americanas. No âmbito da diplomacia econômica bi-lateral com os EUA, o Brasil seguia negando a ajuda americana para que pagasse indenização à empresas americanas estatizadas por governos estaduais. Com o discurso na Central do Brasil, se deu a impressão de que Jango usaria as camadas populares para pressionar por suas reformas agrária e bancária, o que os Estados Unidos não estavam preparados para aceitar, ou seja, perder aliados incondicionais na América Latina que servissem ao seu interesse nacional político, econômico e militar. Assim, o governo Americano deu autorização para que fosse posto em prático ação de apoio aos militares que tomaram o país. Muitos destes formados segundo teoria originalmente americana da segurança nacional anticomunista, e mais ideologicamente alinhados aos interesses norte-americanos em ajudar os países latino-americanos na época.
A Lei de Remessa de Lucros
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Em Setembro de 1962 o Congresso Nacional aprovou a Lei de Remessa de Lucros, que ocasionou bilhões de dólares de prejuízos; essa foi outra provocação considerada pelos Estados Unidos como inadmissível, que desencadeou uma remessa de dinheiro para financiar os preparativos para o golpe. Gordon, em comunicado ao presidente americano, demonstrou muita preocupação.
Lincoln Gordon, Vernon Walters, Castello Branco
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Lincoln Gordon foi embaixador no Brasil era do Partido Democrata. Lincoln Gordon temia que o Brasil seguisse o rumo de Cuba.
O coronel Vernon Walters era amigo de Castello Branco, haviam trabalhado lado a lado na Itália e era adido militar da embaixada americana no Brasil.
Segundo historiadores, Walters convocou Dan Mitrione a pedido de Magalhães Pinto para treinar 10.000 homens da Polícia Militar de Minas Gerais. Magalhães, dono do Banco Nacional, financiou do próprio bolso o treinamento.
A lei de remessas de lucros foi a proibição de empresas multinacionais de mandarem todos os lucros para suas sedes no exterior.
John Kennedy e João Goulart
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John Kennedy, amigo pessoal de João Goulart, ordenou que Lincoln Gordon agisse com cautela para evitar uma revolução no Brasil. Gordon no entanto teve que agir conforme ordenado por Lyndon B. Johnson, vice-presidente de Kennedy que assumiu após seu assassinato e apoiou o golpe de estado oferecendo apoio militar e de suprimentos às tropas golpistas.
Lyndon Johnson
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Com a morte de Kennedy, a posse em Novembro de 1963 de Lyndon Johnson e, em Janeiro de 1964, Jango sancionando a Lei de Remessa de Lucros, as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ficaram mais complicadas pois o Brasil passava a pleitear posição mais igualitária na relação. As empresas americanas ameaçaram fechar suas filiais no Brasil. Internamente, Lyndon Johnson não tinha o mesmo apoio que Kennedy tinha e como todo presidente democrata sem amplo respaldo e aprovação ele era acusado pelos opositores do Partido Republicano de conduzir uma política externa muito suave, uma vez que a bandeira deles era sempre a anticomunista e de política externa agressiva contra países esquerdistas e que não aceitassem os termos norte-americanos nas relações bilaterais. Tentando fazer um governo de coalizão, Johnson então mostrou-se mais agressivo que Kennedy, ordenando que seus serviços diplomáticos, de inteligência e militar fizessem -tudo ao seu alcance- para sacar do poder João Goulart.
Lincoln Gordon e os rumos da ditadura
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Minha convicção era a de que Goulart estava determinado a transformar-se num ditador comunista, à imagem de seus dois heróis políticos, Getúlio Vargas e Juan Perón, e de que isso seria irreversível se ele continuasse na presidência. Cheguei a compartilhar essa ideia, especialmente depois do discurso de Goulart na sexta-feira de 13 de março, no comício para uma imensa aglomeração de extrema esquerda. A hipótese de guerra civil surgiu parcialmente da precedente Revolução Constitucionalista de 1932, deflagrada por São Paulo contra Vargas, e parcialmente de crises mais recentes, como a de agosto de 1961, que levou à renúncia de Jânio Quadros.
Durante a visita que fez ao Brasil em março de 1979, confessou-se chocado com o desvirtuamento dos ideais do movimento político-militar de 31 de março de 1964, esclarecendo que, em princípio, esperava um período relativamente curto de arbítrio, mas não um regime militar que se prolongasse por 15 anos. Não obstante, reafirmou sua confiança no aprofundamento do projeto de abertura política patrocinado pelo presidente recém-empossado, general João Batista Figueiredo, bem como no amadurecimento da presença brasileira no cenário internacional.
Operação Irmão Sam
A Operação Irmão Sam foi o uso da Marinha e da Força Aérea dos Estados Unidos em apoio ao golpe no Brasil em 1964. Com a
deterioração das relações com
o governo de João Goulart e a atitude favorável dos
grupos que conspiravam contra ele, surgiu a ideia de uma operação para garantir
o sucesso de um levante. A questão foi discutida entre o embaixador
dos EUA no Brasil, Lincoln
Gordon, e autoridades em Washington durante
o governo do presidente John F.
Kennedy e seu sucessor Lyndon B.
Johnson. Pensaram em apoio logístico, o posicionamento de uma
esquadra na costa brasileira para "mostrar a bandeira" e até, em
situação extrema, um plano para uma gigantesca operação terrestre, que não foi
utilizada. A operação foi planejada mantendo contato com conspiradores brasileiros,
como o general Castelo Branco, e tinha
como premissa a formação de um governo provisório que solicitaria ajuda
externa. Com a eclosão do golpe de Estado, a operação foi ativada
para transferir combustível como gasolina por via marítima para os militares
insurgentes, para deixar uma esquadra perto do Brasil e para levar suprimentos
de guerra por via aérea. O componente naval consistia no porta-aviões USS Forrestal,
um porta-helicópteros e seis destróieres da Segunda Frota, além de quatro
navios-tanque. O porta-aviões partiu da Virgínia,
enquanto os navios-tanque deveriam carregar no Caribe. O componente aéreo era
de sete aeronaves C-135, oito aeronaves de abastecimento,
uma aeronave de apoio aéreo e resgate, oito caças, um avião de comunicações, um
posto de comando aerotransportado, armas e munições. O general da Força
Aérea George S. Brown recebeu o comando da
missão, que foi coordenada pelo Comando Sul no
Panamá. [uma] Enquanto os carregamentos esperavam nas bases aéreas, os
navios começaram a deixar seus portos. No entanto, os militares da oposição no
Brasil rapidamente derrubaram o governo Goulart, e Castelo Branco relatou que o
apoio logístico não seria necessário. A operação foi assim desativada
antes de ter qualquer efeito físico no Brasil, mas demonstrou a disposição
intervencionista do governo americano.
Contexto Ver artigo principal: Relações Brasil-Estados Unidos durante o
governo João Goulart Após a Revolução
Cubana em 1959, a atitude do governo dos EUA em relação aos
líderes esquerdistas na América Latina endureceu. Entre eles estava o governo
de João Goulart no Brasil. Os Estados Unidos estavam preocupados com as
políticas interna e externa de Goulart e as relações bilaterais se
deterioraram. Como a Aliança para o Progresso não
conseguiu influenciá-lo com métodos moderados, Washington recorreu ao
enfraquecimento do governo brasileiro com medidas como o financiamento das
campanhas eleitorais da oposição em 1962 e o
redirecionamento da assistência econômica aos governadores da oposição. Após um certo período, disputado na literatura,
Washington tornou-se favorável à expulsão de Goulart. Desde 1961,
alguns grupos militares brasileiros conspiravam contra o governo, e a Embaixada
dos EUA estava ciente de tais movimentos. Em 1963, o governo dos EUA
já procurava um grupo nas Forças Armadas brasileiras capaz de
derrubar Goulart. Enquanto isso, no final daquele ano, estava
desenvolvendo planos de contingência e trabalhando no que fazer em caso de
rebelião. Surgiu a preocupação de que os rebeldes precisariam do
apoio americano para ter sucesso; em 7 de outubro, Kennedy perguntou a Gordon
sobre a possibilidade de que a intervenção pudesse ser necessária. Um
documento do Departamento de Estado feito
em novembro mencionou um novo plano de contingência com "forte ênfase na
intervenção armada dos EUA". O plano de contingência que
levaria à operação Irmão Sam tinha um escopo mais amplo do que a própria
operação. Desenvolvendo a operação Discussões da Cúpula Americana A versão de 11 de dezembro de 1963 do plano de contingência, provavelmente em desenvolvimento
desde os meses anteriores, listou quatro possibilidades. A terceira, a remoção
de Goulart, foi semelhante ao que realmente aconteceu. O
segundo foi: Resistência aberta e organizada por forças democráticas
consideráveis, com considerável apoio militar, contra o esforço de Goulart para
tomar o poder autoritário. Isso implica a possibilidade de uma guerra civil ou pelo
menos um confronto entre as forças democráticas e o regime de Goulart. Em tais
circunstâncias, devemos nos abster cuidadosamente de dar apoio a Goulart por
meio de pronunciamentos públicos, fornecimento de armas ou de qualquer outra
forma. Devemos manter uma postura inicial não intervencionista, mas ao mesmo
tempo buscar formas e meios de ajudar as forças democráticas. Os conspiradores militares foram chamados de "forças
democráticas". A seu pedido, os Estados Unidos podem muito bem
estar dispostos a fornecer apoio secreto ou mesmo aberto, particularmente apoio
logístico (POL [gasolina, óleo e lubrificantes], alimentos, armas e munições) O documento enfatizou que sua descoberta prematura seria
politicamente prejudicial. Da
mesma forma, uma intervenção aberta seguida da vitória de Goulart contra seus
adversários seria um constrangimento. A ideia de uma força-tarefa
naval não estava presente neste momento, mas a possibilidade de
"intervir com a força apenas se houvesse intervenção soviética ou cubana" poderia
aludir a tal força-tarefa ou mesmo a uma operação terrestre. Em meados de março de 1964, a Embaixada noticiou o agravamento
da crise política, a unidade dos conspiradores militares sob a figura do
general Castelo Branco, que poderia liderar um golpe de Estado, e a adesão dos
governadores dos Estados à conspiração. [19] Uma
reunião na Casa Branca em 20 de março e outra na
embaixada logo depois estabeleceram que um porta-aviões e navios-tanque seriam
enviados para apoiar a oposição. Os primeiros tinham a suposição de que, mesmo
com os partidários de Castelo Branco tomando a maior parte do país, poderia
haver resistência no Rio Grande do
Sul e em Pernambuco, e uma presença naval no litoral, "mostrando a
bandeira", seria uma demonstração de força a favor dos rebeldes. Lincoln
Gordon afirmou mais tarde que um dos objetivos da força-tarefa seria evacuar
cidadãos americanos em território brasileiro. Isso é possível, mas
não é mencionado em sua correspondência com o Secretário de Estado em
1964. A ideia foi criticada por alguns especialistas em uma
reunião na Casa Branca. Para McGeorge
Bundy, Conselheiro de Segurança Nacional, "a punição não parece
corresponder ao crime". O general Andrew
Goodpaster não entendia como o esquadrão poderia ajudar os
oposicionistas. Lincoln Gordon teve que enfrentar a oposição de seus
superiores para transmitir suas ideias, destacando-se como a figura central em
todo o esforço para apoiar os conspiradores militares brasileiros. As entregas de combustível impediriam que os apoiadores
de Goulart na Petrobras cortassem o fornecimento. Essa
preocupação havia sido transmitida à Agência Central de Inteligência (CIA)
pelo empresário paulista Alberto Byington. Por outro lado, o plano
de dezembro de 1963 já mencionava combustível e afirmava que suas disposições
deveriam ser garantidas, evidenciando que a ideia não nasceu de última hora. Além
do combustível, havia preocupação com armamentos. Gordon já havia registrado no
plano de defesa interna do Brasil, datado de 20 de março, como as
forças de segurança brasileiras estavam mal equipadas. Governo provisório e estado de beligerância O plano de contingência de dezembro de 1963 estabeleceu
uma condição para o apoio logístico: Se uma parte significativa do território nacional fosse
mantida pelas forças democráticas, a formação de um governo provisório
alternativo para solicitar ajuda seria altamente desejável. Da mesma forma, na época do golpe, o Departamento de
Estado especificou que o fornecimento de combustível e munição só poderia vir
após "o ponto em que algum grupo com uma reivindicação razoável de
legitimidade é capaz de solicitar formalmente reconhecimento e assistência de
nós e, se possível, de outras repúblicas americanas". O estado
de insurgência ou beligerância regularizaria a oposição em um nível legal.
Coube aos oposicionistas brasileiros criar esse novo governo, o que sugere que
eles estavam em contato com os planos americanos. A ligação entre essa ideia e
a conspiração brasileira foi o senador Afonso Arinos
de Melo Franco Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais,
lançou seu estado em rebelião em conjunto com a guarnição do Exército local no
início do golpe de Estado. [d] No
dia anterior, tinha nomeado um secretariado supra-partidário "de unidade
hermética", incluindo um Secretariado sem Pasta reservado a Afonso Arinos. Uma
vez chamado a Belo Horizonte no dia 31, sua função seria
a de "chanceler da revolução", "o primeiro chanceler da
República fora do Itamaraty" encarregado
de fazer com que o estado de beligerância fosse reconhecido no exterior. [34] Segundo
ele, Magalhães estendeu esse convite pela primeira vez em novembro de 1963,
quando mencionou a possibilidade de uma resistência prolongada de Minas Gerais;
Suas ações permitiriam, por exemplo, a compra de armas no exterior. Segundo
ele, Magalhães havia assumido uma responsabilidade nacional.
E, neste caso, ele pensou que deveria fazer dentro do Palácio da Liberdade um governo que também tivesse
um caráter nacional. (...) Minha função como secretário sem pasta era obter
eventual apoio internacional para o reconhecimento de nossa condição de
beligerância, caso as condições efetivas do movimento que estava sendo
preparado chegassem a esse ponto. O reconhecimento da beligerância, como você
bem sabe, implica o fornecimento de elementos capazes de ajudar o movimento
político que está em andamento. O governo de Minas Gerais pretendia usar o Porto de Vitória armas estrangeiras,
especialmente dos EUA. Obteve a anuência do governador do Espírito
Santo e definiu que a Polícia Militar de Minas Gerais defenderia
esse corredor logístico. Na
época da rebelião, organizou o "Destacamento Leste" próximo às
fronteiras do Rio de Janeiro e do Espírito
Santo, com os 6º e 11º Batalhões de Infantaria. No entanto, uma
rebelião poderia ser esmagada logo no início, já que os suprimentos
estrangeiros levariam dias para chegar. Em caso de guerra civil, Minas Gerais
estaria em desvantagem, mesmo que conseguisse armas para 50.000 voluntários. A
CIA informou que o Porto de Vitória seria necessário para receber combustível e
os rebeldes poderiam controlá-lo. Gordon chegou a enviar uma mensagem a vários governadores
sobre a necessidade de um governo legítimo. A
CIA informou que, em caso de conflito aberto no Brasil, a Argentina solicitaria
a intervenção da OEA no Brasil. Afonso Arinos foi relevante durante o golpe quando
informou ao deputado San Tiago
Dantas sobre seu envolvimento planejado. Na manhã de 1º de
abril, Dantas disse a Goulart que o Departamento de Estado dos EUA estaria
disposto a reconhecer um governo rebelde paralelo. Esse foi um dos motivos da
saída do presidente do Rio de Janeiro. Operação terrestre hipotética Em sua conversa com Kennedy em outubro de 1963, Lincoln
Gordon mencionou que: Demos uma olhada preliminar, Bob
[McNamara], na pergunta que o general O'Meara fez certa vez: Suponha que o país
caísse sob controle comunista, controle de um grupo comunista, e houvesse
realmente uma questão de uma invasão militar para recapturá-lo, o que seria necessário?
Bem, seriam necessárias seis divisões, esqueci quantos navios e aeronaves e
outros enfeites, quero dizer, foi uma operação militar realmente massiva.
Tal operação excederia em muito a escala da presença no
Vietnã, onde havia 16.300 soldados americanos no final de 1963. É comparável ao
plano "Pot of Gold" de 1940 de desembarcar 100.000 homens no Brasil. O
plano de seis divisões ainda não foi desclassificado. Há uma diferença de
opinião sobre fazer parte ou ser distinto do irmão Sam. [f] O
plano de contingência aludia vagamente à possibilidade de tal operação em caso
de interferência comunista externa. A operação aérea e naval ativada
durante o golpe, no entanto, não incluiu botas no solo. Em 30 de março, o
secretário de Estado Dean Rusk observou que "em um país de
mais de 75 milhões de pessoas, maior do que o território continental dos
Estados Unidos, este não é um trabalho para um punhado de fuzileiros navais dos
Estados Unidos". Segundo Carlos Fico entrega de suprimentos aos portos brasileiros
ainda exigiria uma pequena presença terrestre e, no caso de um conflito interno
no Brasil, seria possível encontrar alguma interferência comunista externa como
pretexto para uma intervenção militar. Nesse caso, seria necessário consultar o Congresso
americano e a Organização dos Estados Americanos, um
"cenário verdadeiramente chocante". Jacob Gorender os navios não transportavam
contingentes terrestres, e o crescente envolvimento no Vietnã dificultaria uma
segunda frente no Brasil. Moniz Bandeira enfatizou a
possibilidade de uma invasão. Elio Gaspari escreveu
que "não há registro documentado que determinasse um desembarque imediato
de tropas". Últimos dias A operação foi planejada em cooperação com brasileiros,
tendo como intermediário o general José Pinheiro de Ulhoa Cintra. Em 28 de
março, Gordon registrou como as preocupações logísticas vinham dos
conspiradores e seriam especificadas na semana seguinte por meio do contato
entre o general Cintra e o adido militar Vernon
Walters. Na interpretação de Marco Antonio Villa, a operação poderia ter em
vista o golpe castelista previsto para a primeira quinzena de abril,
o que permitiria que os navios já estivessem próximos ao Brasil no momento da
deflagração. No dia 27, um memorando de Lincoln Gordon previa o clímax da
crise política em poucos dias, com Castelo Branco como líder da
"revolução". Reportagens da CIA em Minas Gerais no dia 30 registraram
o início iminente do movimento. Nas primeiras horas da manhã do dia
31, o general Olímpio Mourão Filho, comandante do
Exército Brasileiro em Minas Gerais, precipitou o golpe de Estado, sobre as
cabeças de Castelo Branco e dos demais conspiradores no Rio de Janeiro e em São
Paulo. A força-tarefa em
ação Início Às 11h30, uma reunião de alto nível em Washington
discutiu as capacidades de apoio aéreo e naval. Em um telegrama enviado à Embaixada,
eles definiram o dilema entre "não deixar passar uma oportunidade que não
pode se repetir" e "não colocar o governo dos EUA no comando de uma
causa perdida". Além do esquadrão e do abastecimento de combustível
proposto pela Embaixada, também foi aprovado o envio de armas e munições. Às
13h50, o contra-almirante John L. Chew ordenou que a força-tarefa com o
porta-aviões USS Forrestal e dois destróieres de mísseis guiados fosse
enviada para as proximidades de Santos, onde poderia receber novas ordens.
Paralelamente, também seria enviado um grupo de apoio de helicópteros,
embarcado em um navio acompanhado por quatro destróieres. Esses navios
pertenciam à 4ª Divisão de Porta-Aviões e às 162ª e 262ª Divisões de
Destróieres da Segunda Frota. A força-tarefa Forrestal deveria partir de Norfolk,
Virgínia, às 07:00 do dia 1º, horário local (09:00 no Rio de Janeiro). Os
navios levariam alguns dias para serem montados. A força-tarefa de
porta-aviões era esperada na área por volta de 10 ou 11 de abril, e os helicópteros,
no dia 14. Para o transporte aéreo, 250 espingardas calibre 12
seriam transferidas para a Base Aérea de Ramey, em Porto Rico, às
03:00 (horário do Rio de Janeiro) do dia 1º. Enquanto isso, ao meio-dia
(horário do leste dos EUA), 110 toneladas de revólveres e munições chegariam à Base da Força Aérea McGuire, em Nova Jersey.
O contingente aéreo consistiria em aproximadamente sete aeronaves C-135 (seis
para transporte e uma para apoio), oito caças de escolta, até oito
aviões-tanque, uma aeronave de alívio aéreo, uma aeronave de comunicações e um
posto de comando aerotransportado. Telegrama do Departamento de Estado
para a Embaixada em 31 de março determinou que, se houvesse condições para o
embarque, levaria de 24 a 36 horas e teria como destino Campinas. Outro
telegrama esperava um desembarque em Recife.
O general da Força Aérea George S. Brown foi designado
comandante da missão, enquanto o general Breitweiser,
chefe das forças aéreas do Comando Sul, comandou a Força-Tarefa Conjunta do
Comando Sul. A partir das 07:00 (09:00 no horário do Rio), essa
força-tarefa, com oficiais do Exército, da Marinha, da Força Aérea e da CIA dos Estados Unidos, reuniu-se na Base da Força
Aérea do Panamá para coordenar a logística da operação. Cancelamento No dia 1º de abril, altos funcionários em Washington,
preocupados com a possibilidade de apoio aberto à rebelião em benefício de
Goulart, perguntaram à Embaixada se "o ímpeto continuaria do lado anti-Goulart
sem nosso encorajamento encoberto ou aberto". Lincoln Gordon respondeu que
"o ímpeto claramente aumentou" e o apoio aberto seria um erro
político. Ele acrescentou que Ademar de
Barros, governador de São Paulo, e outros de seu estado haviam
solicitado combustível e uma presença naval ostensiva, mas não eram
importantes. Os americanos estavam bem informados sobre o curso dos
acontecimentos no Brasil e em contato com Castelo Branco. Este último
disse a Gordon que não precisava de apoio logístico e, a partir de então, a
operação começou a ser desmantelada. Às 17h30, o embaixador relatou a
"rebelião democrática 95% vitoriosa". Em um relatório enviado à 01:00 da manhã do dia 2, Gordon
esclareceu que combustível e armamentos ainda podem ser necessários, uma vez
que o controle sobre as refinarias ainda não estava garantido e ainda havia
resistência no Terceiro Exército. Às
16h00, Castelo Branco confirmou que a última resistência militar do III
Exército tinha terminado. A ordem para dissolver a Força-Tarefa Conjunta
veio às 17:22, entrando em vigor às 20:00. Às 16h30 (horário do Rio) do dia 3,
foi determinado que "a situação atual no Brasil não exigirá a presença da
Força-Tarefa com porta-aviões em águas oceânicas ao sul do país",[66] como
sugerido por Gordon no meio do dia anterior. A operação tornou-se o exercício "Quick Kick",
após o qual os navios voltaram aos negócios como de costume. O diário de
bordo do Forrestal como o porta-aviões deixou Hampton Roads em
1º de abril, dirigiu-se para 17º N 60º W [i] e
voltou, ancorando no dia 8. No dia 3, Dean Rusk informou a Gordon que, com
a desativação da operação, os custos de US$ 2,3 milhões para os petroleiros não
seriam cobertos pelo orçamento e poderiam ter que ser reembolsados pelo Brasil,
mas isso não ocorreu. À tarde, o general O'Meara dispensou os comandos
aéreos, mantendo apenas o movimento de combustível. À noite, o Estado-Maior
Conjunto cancelou o transporte aéreo e de combustível. Os petroleiros
continuaram se movendo até 4 ou 5 de abril, enquanto as armas e munições
permaneceram nas bases até 7 de abril. Descoberta Após o golpe, surgiram algumas evidências de uma operação
militar americana. O brasilianista Thomas
Skidmore mencionou em um artigo na época que os conspiradores
brasileiros solicitaram apoio material de diplomatas americanos. Quatro anos
depois, durante uma entrevista de Carlos
Lacerda no programa de televisão Linha de Fogo, um marinheiro na plateia
afirmou que na época seu navio recebeu ordens de seguir para o Brasil. [j] Alguns
conspiradores também fizeram menção a isso, como Mourão Filho, que admitiu
saber sobre a possível aproximação de uma esquadra. No entanto, Lincoln
Gordon e Vernon Walters negaram que houvesse algo mais do que monitoramento
velado dos eventos. Nas palavras de Elio Gaspari, "a frota americana só
foi avistada doze anos depois". A operação veio à tona por meio da
historiadora Phyllis R. Parker. Como parte de seu programa de mestrado,
iniciado em 1974, ela acessou documentos recém-lançados na Biblioteca Lyndon B.
Johnson. Com a ajuda do próprio Gordon na interpretação dos documentos, ela encontrou
eventos ausentes dos livros de história de Skidmore e John W. F.
Dulles e em contradição com a versão oficial das autoridades
americanas. O jornalista Marcos Sá Corrêa examinou os documentos e publicou
artigos no Jornal do Brasil, que posteriormente foram
incluídos no livro 1964 visto e comentado pela Casa Branca. Nos 40º e
50º aniversários do golpe em 2004 e 2014, o Arquivo de Segurança Nacional publicou
registros adicionais sobre a operação em si e a política americana sobre o
Brasil nos dois anos anteriores. Ver também Envolvimento dos Estados
Unidos na mudança de regime Envolvimento
dos Estados Unidos na mudança de regime na América Latina
Notas ^ Conhecido até 1963 como Comando
do Caribe. ^ Original in Fico
2008, Anexo I. ^ Ver, Lacerda,
Vitor (2017). O
udenismo e Minas Gerais : sujeitos, processos e culturas políticas (1943-1966) (PDF) (Dissertação) (em português do Brasil). França:
Unesp. e Pinto, Daniel Cerqueira (2015). General
Olympio Mourão Filho: Carreira Político-Militar e Participação nos
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Jorge; Gomes, Angela de Castro (2014). 1964: O golpe que derrubou um
presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no
Brasil (1ª ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira., capítulo 21. ^ Pereira
2018, p. 14 os veem como distintos, diferentemente de
Fico 2008. ^ Apesar dessa classe, era usado para transportar helicópteros.
Ver Corrêa
1977, p. 35. ^ Parker
1977 dá 136 mil barris de gasolina comum, 87 mil barris de gasolina de
aviação, 272 mil barris de combustível de aviação, 35 mil barris de diesel e 20
mil barris de querosene. ^ Leste das Pequenas
Antilhas. ^ Firing Line, 13 de novembro de 1967, 41 minutos.
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de Estado, 1 de abril de 1964. ^ Parker
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do Departamento de Estado para a Embaixada no Brasil, Washington, 30 de março
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navios e estações da Marinha dos EUA, 1941 - 1983: Forrestal
(CVA-59) - abril de 1964. Administração Nacional de Arquivos e Registros.
Golpe de Estado brasileiro de 1964 Relações militares
Brasil-Estados Unidos Operações
militares envolvendo os Estados Unidos
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Do mês
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2. Em 13/03/2025
Indígenas enviam pedidos e evitam comentar convite a Lula para acampamento
O Que É Racismo Ambiental? | Watch
Conhecendo a nação BRASILEIRA Os povos indígenas do Brasil compreendem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam o país desde milênios antes do início da colonização portuguesa, que principiou no século XVI, fazendo parte do grupo maior dos povos ameríndios. No momento da chegada dos portugueses ao Brasil, os povos nativos eram compostos por povos seminômades que subsistiam da caça, pesca, coleta e da agricultura itinerante, desenvolvendo culturas diferenciadas. Apesar de protegida por muitas leis, a população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores diretamente e pelas doenças que eles trouxeram, caindo de uma população de milhões para cerca de 150 mil em meados do século XX, quando continuava caindo. Apenas na década de 1980 ela inverteu a tendência e passou a crescer em um ritmo sólido. No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022, 1 693 535 brasileiros se autodeclararam indígenas, embora milhões de outros tenham algum grau de ascendência indígena. Ainda sobrevivem diversos povos isolados, sem contato com a civilização dominante. ![]() Indígenas respectivamente dos povos: Ashaninka, Assurini, Bororo, Kayapó, Guajajara, Kaiowá, Kuikuro, Kaingang, Zo'è, Yanomami, Xacriabá, Yawalapiti, Wauja, Waiwai, Terena e Rikbaktsa População total Regiões com população significativa Línguas Línguas indígenas e português. O número de línguas indígenas é incerto, variando conforme os critérios utilizados, mas pode chegar a cerca de 270. |
"Povos originários do Brasil
Muitas teorias tentam explicar como aconteceu a chegada de seres humanos à América. De toda forma, quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia milhões de indígenas espalhados por todo o território. Atualmente, existem mais de 300 etnias catalogadas no Brasil, e, segundo o Censo de 2022, existem quase 1,7 milhão de indígenas aqui. Caso queira saber mais sobre os povos indígenas do Brasil, leia nosso texto. Diferença entre povos indígenas e povos originários Não há diferença de sentido entre os termos “povos indígenas” e “povos originários” no contexto brasileiro. Isso porque ambos são utilizados para se referir aos primeiros habitantes do território brasileiro e seus descendentes." Veja mais sobre "Povos originários" em: https://brasilescola.uol.com.br/historia/povos-originarios.htm Os povos indígenas do Brasil compreendem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam o país desde milênios antes do início da colonização portuguesa, que principiou no século XVI, fazendo parte do grupo maior dos povos ameríndios. No momento da chegada dos portugueses ao Brasil, os povos nativos eram compostos por povos seminômades que subsistiam da caça, pesca, coleta e da agricultura itinerante, desenvolvendo culturas diferenciadas. Apesar de protegida por muitas leis, a população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores diretamente e pelas doenças que eles trouxeram, caindo de uma população de milhões para cerca de 150 mil em meados do século XX, quando continuava caindo. Apenas na década de 1980 ela inverteu a tendência e passou a crescer em um ritmo sólido. No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022, 1 693 535 brasileiros se autodeclararam indígenas, embora milhões de outros tenham algum grau de ascendência indígena. Ainda sobrevivem diversos povos isolados, sem contato com a civilização dominante. Os povos indígenas brasileiros deram contribuições significativas para a sociedade mundial, como a domesticação da mandioca e o aproveitamento de várias plantas nativas, como o milho, a batata-doce, a pimenta, o caju, o abacaxi, o amendoim, o mamão, a abóbora e o feijão. Além disso, difundiram o uso da rede de dormir e o costume do banho diário, desconhecido pelos europeus do século XVI. Para a língua portuguesa legaram uma multidão de nomes de lugares, pessoas, plantas e animais (cerca de 20 mil palavras), e muitas de suas lendas foram incorporadas ao folclore brasileiro, tornando-se conhecidas em todo o país. Também foram importantes aliados dos portugueses, mesmo que involuntários, na consolidação da conquista territorial, defendendo e fixando cada vez mais distantes fronteiras, e deram grande contribuição à composição da atual população nacional através da mestiçagem. A invasão das terras indígenas por madeireiros, pecuaristas, agricultores e mineradores também é uma pauta importante para os povos originários do Brasil. Além disso, a luta é para que o governo dê mais visibilidade aos indígenas e combata o preconceito existente contra esses povos. A defesa dos direitos dos povos originários no Brasil levou à criação do Ministério dos Povos Indígenas, cujo propósito é defender os direitos constitucionais dos indígenas e lutar contra as violências que esse grupo sofre em nosso país. Esse ministério foi criado em 2023, durante o terceiro governo de Lula. Leia mais: Afinal, o que é o Marco Temporal? Povos originários na atualidadeComo mencionado, o Censo de 2022 apontou que existem quase 1,7 milhão de indígenas no Brasil, que se distribuem por mais de 300 etnias, que falam mais de 250 línguas diferentes. Esse Censo demonstrou que houve um aumento da população indígena brasileira, mas o fato é que muitos povos e línguas de povos originários estão sob risco iminente de desaparecer. Os povos originários do Brasil fazem parte de quatro grandes troncos étnicos, que são:
Essas diferenças étnicas, além de diferenças linguísticas, são também responsáveis por diferenças culturais, religiosas, de tradição, de modos de vida, de organização social, entre outros. Entre os diferentes povos originários que vivem no Brasil atualmente, estão:
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1. Em 06/04/2025 -
Indicativo da semana: Nunca esquecer 31/03/1964 Nunca esquecer o avanço da extrema-direita que é permanente. Nossos Homenageados e Aniversariantes do nosso intervalo de 31/03 a 06/04
Intervalo do mês
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