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Boa e relaxante Tarde em 4 de Abril de 2025 Faltam dois dias para nossa transmissão semanal a partir das 19 horas [ao vivo] . Essa publicação é dedicada aos Grandes Seres que passaram pela humanidade em carne e osso, mas não se perderam e nem se iludiram. Com vídeos e textos youtube nessa página https://www.facebook.com/ivanluiz.deandrade.9. e nas mídias parceiras.
Olá, sou o Professor Ivan Luiz, bacharel em geografia, perito judicial e ambiental, Jornalista Reg. CPJ 38.690 RJ desde 1977, petroleiro base Sindipetro-RJ. Minha missão é contribuir com conhecimentos, informações, reflexões e soluções para que nós, que exercemos a cidadania, tenhamos maior e melhor qualidade de vida, com dignidade e de maneira respeitosa. Quer conhecer mais sobre minha trajetória, prática de vida, e meus projetos? Então acesse nas redes sociais meus trabalhos, todos são abertos, para que possamos somar forças ... Todo domingo às 19:00 realizamos transmissão ao vivo pelo Facebook que ficará disponível em professorivanluizdemarica.blogspot.com onde ficam todos os meus links, e no Canal Professor Ivan Luiz no You tube, tem bastante conteúdo também, inscreva-se para que possamos alcançar mais pessoas dedicadas a continuar a obra desse Grande Arquiteto.! Atualmente minha atuação profissional, pessoal é na área de recuperação tributária - tributos federais - (apenas administrativamente), o que faz com que o retorno seja rápido e eficiente, pode agendar uma vídeo conferencia visando tirar todas as possíveis dúvidas, atendemos em todo o Brasil, através do e-mail contato@professorivanluiz.com.br. Obrigado, e até a próxima!!!
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segunda-feira, 31 de março de 2025

Edição 679 e 13ª de 2025 - Dia do golpe 31/03/1964, consolidado em 01/04/1964 como a grande e covarde MENTIRA travestida de combate ao SOCIALISMO na América. || Os obedientes históricos || Nunca esquecer o avanço da extrema-direita que é permanente. || Imortais por Pedro Laurentino || Outro momento histórico [Fora Yankes] || Ministra Carmem Lúcia e o Golpe || Entena a importância da HISTÓRIA || Ameaças autoritárias insistem em sobreviver, diz Lula nos 61 anos do golpe || Informe importante do Thiago dos Reis || Não dá para lembrar torturas nem torturadores || Lamentável fato histórico || Golpe baixo || Operação Brother Sam || Obra do Artista Gráfico Pedro Barreto || É preciso amor para governar, está nascendo a Nação Brasileira || Sem anistia https://ivanluizprofessor.blogspot.com/

  

Dia do golpe 31/03/1964, 
consolidado em 01/04/1964 como a grande e covarde MENTIRA travestida de combate ao SOCIALISMO na América.

Edição nº 679 e 13ª de 2025.

Nunca esqueçamos o avanço

da extrema-direita que é permanente.


Imortais        

  Pedro Laurentino

quem zomba dos nossos mortos
mal sabe que eles não tombam
nem cabem nos funerais 

quanto mais cobrem seu corpo 
menos cadáver há no morto

mais vivo é o vulto

 entre nós há entes que ninguém mata a história os iça e arrebata

ao templo dos imortais calai os sorrisos, calai!
curvai as cabeças, curvai!

oh, homens de pouca e de má fé!
a vida é um duelo esquisito mas nem tudo está escrito nas tábuas de Maomé 
a morte queda e se rende ao encarar um valente que morre e fica de pé

PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA!!
PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA!!




Editorial 1
A insatisfação de qualquer colônia que cause impacto no lucro líquido, ou, mencione a distribuição de terra, poderá causar descontentamento no superávit primário (regozijo do sistema financeiro), perturbação no serviço da dívida externa (pagamento de juros exorbitantes), e o  colonizado não resistindo mais a escravidão (empreendedores/pejotização fim das relações trabalhistas), manifeste qualquer descontentamento com as pseudos democracias [que visam elege os seus], para manutenção do status quo (estado das coisas), esses fenômenos levam a prática antiga da tomada do poder a força, por golpes e invasões.
Atualmente a tomada híbrida recorre a inflação, taxa de juros, desemprego, visa jogar a população contra o governo (modernamente, o melhor instrumento tem sido o algoritmo).  
Foi assim até há pouco tempo, agora temos o BRICS, mas esse é outro papo, não estamos sós.

Continuidade do golpe legitimado


Golpe parlamentar legitimado, em 03/04/2025, aproveite leia o livro Assassinos Econômicos ou busque no Youtube, todos precisam ter consciência de como é importante o parlamento em uma democracia representativa onde o mandante só tem o direito de votar e pagar, após outorgar um mandato a quem irá fazer o que quiser como mandatário com o mandante, isso precisa mudar urgentemente...



Continuidade do golpe legitimado

 


























Agora temos uma outra realidade
1 - Outro nível 2 - Não se faz um golpe de repente 3 - História é vida 4 -Sakamoto: Com generais réus por golpe, Brasil, enfim, pode enterrar cadáver de 1964 - Impunidade da ditadura de 1964 e suas consequências atuais - segunda-feira, 31 de março de 2025








 Ameaças autoritárias insistem em sobreviver, diz Lula nos 61 anos do golpe

 


 














O Exército retirou as homenagens públicas à data do golpe militar de 1964 mantidas no quartel em Juiz de Fora (MG), de onde saíram os primeiros soldados para a deposição do presidente João Goulart. A ação ocorreu após a Justiça homologar a procedência de pedidos feitos pelo Ministério Público Federal.
👉https://uol.page.link/X8TY8
📷 Eduardo Anizelli


Dos 497 condenados pelo Supremo Tribunal Federal pelos atos de 8 de janeiro de 2023, apenas 43 têm mais de 60 anos — o equivalente a 8,6% do total. Entre eles, apenas 15 são mulheres. Os números foram divulgados pelo STF para desmentir a tese de que a corte estaria punindo “velhinhas de bíblia na mão”, argumento impulsionado por políticos de extrema-direita.
STF rebate narrativa e revela que idosos são minoria entre condenados pelo 8 de janeiro :: Caldeirão Político




Lamentável fato histórico



Golpe de Estado no Brasil em 1964

Parte de
 Guerra Fria

Tanque M41 e dois jipes do Exército Brasileiro na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Congresso Nacional (fundo) em Brasília, 1964

Período 31 de março
             a 1 de abril de 1964[a]

Local

Brasil (principalmente Distrito FederalSudesteRio Grande do Sul e Pernambuco)

Causas

Ver Fatores

Características

Operações militares
Ação política


Resultado 

Colapso do governo Goulart

  • Implantação da ditadura militar brasileira

 Participantes do conflito

 Forças Armadas rebeladas

Apoiados por:

  Governo federal












 Líderes

 

  João Goulart












Baixas
7 civis mortos
golpe de Estado no Brasil em 1964 foi a deposição do presidente brasileiro João Goulart por um golpe militar de 31 de março a 1.º de abril de 1964, pondo fim à Quarta República (1946–1964) e iniciando a ditadura militar brasileira (1964–1985). Teve início na forma de uma rebelião militar e foi seguido pela declaração de vacância da Presidência da República pelo Congresso Nacional, em 2 de abril, pela formação de uma junta militar (o Comando Supremo da Revolução) e pelo exílio do presidente, no dia 4. Em seu lugar assumiu provisoriamente o presidente da Câmara dos DeputadosRanieri Mazzilli, até a eleição pelo Congresso do general Humberto de Alencar Castelo Branco, um dos principais líderes do golpe.
Democraticamente eleito vice-presidente em 1960, Jango, como Goulart era conhecido, assumiu o poder após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 1961 e a Campanha da Legalidade, que derrotou uma tentativa de golpe militar para impedir sua posse. Em seu governo a crise econômica e os conflitos sociais aprofundaram-se. Movimentos sociais em vários meios — político, sindical, camponês, estudantil, as praças (baixas patentes militares) — militavam pelas reformas de base, propostas também pelo presidente. Ele teve crescente oposição entre a elite, classe média urbana, grande parte do oficialato, Igreja e imprensa, sendo acusado de ameaçar a ordem legal e de ser conivente com o comunismo, o caos social e a quebra da hierarquia militar. Ao longo de seu mandato, esteve sob numerosos esforços para pressionar e desestabilizar seu governo e conspirações para destituí-lo. As relações com os Estados Unidos deterioraram e o governo americano aliou-se às forças oposicionistas e seus esforços, apoiando o golpe. Goulart perdeu o apoio do centro, não conseguiu aprovar as reformas no Congresso e no estágio final de seu governo contou com a pressão dos movimentos reformistas para superar a resistência do Legislativo, levando ao ápice da crise política em março de 1964.
Em 31 de março a rebelião eclodiu em Minas Gerais, conduzida juntamente por militares e alguns governadores. Militares legalistas e rebelados deslocaram-se para o combate, mas Goulart não queria a guerra civil. Os legalistas inicialmente estavam em superioridade, mas com a ocorrência de adesões em massa, a situação militar do presidente deteriorou e ele sucessivamente viajou do Rio de Janeiro a BrasíliaPorto Alegre, o interior gaúcho e o Uruguai. Os golpistas controlavam a maioria do país ao final de 1.º de abril, e o Rio Grande do Sul no dia 2. O Congresso declarou vago seu cargo enquanto ele ainda estava em território nacional, na madrugada do dia 2. Movimentações para defender seu mandato, como a convocação à greve geral, foram insuficientes. Enquanto uma parte da sociedade saudava a autodenominada “revolução”, outra foi alvo de forte repressão. A classe política esperava um breve retorno a um governo civil, mas nos anos seguintes consolidou-se a ditadura de caráter autoritárionacionalista e politicamente alinhado aos Estados Unidos.
O mundo plural chegou e agora o ódio está se enfraquecendo razão pela qual as Nações se tornarão Unidas e terão que ter, como sempre falei sua sede itinerante, as Nações Unidas passarão a ter sua sua sede cinco anos em cada continente, assim conhecerá de perto a realidade, muitas das vezes, duras, mas que caracterizará e exigirá que todos se conscientizem que nós teremos que preservar a vida no planeta .....
Saiba mais

Operação Brother Sam
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A Operação Brother Sam foi desencadeada pelo governo dos Estados Unidos, sob a ordem de apoiar o golpe de 1964 caso houvesse algum imprevisto ou reação por parte dos militares que apoiavam João Goulart, consistindo de toda a força militar da Frota do Caribe, liderada por um porta-aviões da classe Forrestal da Marinha dos Estados Unidos e outro de menor porte. Além de todas as belonaves de apoio requeridas a uma invasão rápida do Brasil pelas forças armadas americanas

O desencadeamento.
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Lincoln Gordon ---------------------
O então embaixador Lincoln Gordon havia pedido a Washington apoio logístico aos militares brasileiros. Os Estados Unidos tinham forte influência em toda a América (com exceção de Cuba).
A Operação Popeye (Movimentação das tropas em Minas Gerais) estava sendo apoiada pela frota americana. A influência sobre Brasil era muito grande, as empresas de capital multinacional que aqui estavam tinham o domínio de grande parte da infraestrutura que sustentava o país; a geração elétrica, o fornecimento de água, de gás, de combustíveis, a indústria de alimentos, de roupas e toda a base da produção nacional.

A mobilização e o arquivamento
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Em 31 de Março de 1964 foi deflagrada a Operação Brother Sam, que, segundo a imprensa e documentos já em domínio público liberados pelo governo americano, consistia no envio de 100 toneladas de armas leves e munições, navios petroleiros com capacidade para 130 mil barris de combustível, uma esquadrilha de aviões de caça, um navio de transporte de helicópteros com a carga de 50 helicópteros com tripulação e armamento completo, um porta-aviões classe Forrestal, seis destróieres, um encouraçado, além de um navio de transporte de tropas, e 25 aviões C-135 para transporte de material bélico.
Gordon queria a intervenção rapidamente, se o golpe não tivesse vingado, o Brasil seria invadido, a poderosa Frota do Caribe estava entre 50 e 12 milhas náuticas ao sul do Espírito Santo, nas águas próximas à cidade de Rio de Janeiro (cidade).

Documento do Congresso estadunidense comprova a ação intervencionista: O papel dos Estados Unidos nestes eventos era complexo e às vezes contraditório. Uma campanha de imprensa anti-Goulart foi realizada ao longo de 1963, e em 1964 apoiada por Johnson. O embaixador Lincoln Gordon admitiu mais tarde que a embaixada tinha dado dinheiro a candidatos anti-Goulart nas eleições municipais de 1962 e encorajado os conspiradores; que muitos agentes das Forças Armadas dos Estados Unidos e pessoal extra da agência de inteligência estavam operando no Brasil; e que havia quatro navios tanques e o porta-aviões USS Forrestal da Marinha dos Estados Unidos, numa operação de codinome Brother Sam. As forças estavam ao largo da costa e, em caso de necessidade durante o golpe de 1964, agiriam rapidamente. Washington reconheceu o novo governo imediatamente após o golpe em 1964 e uniu-se ao coro que cantava que o golpe de estado das -forças democráticas- barrou o comunismo internacional. Em retrospecto, parece que a única mão estrangeira envolvida era a de Washington, embora os Estados Unidos não fossem o ator principal nestes eventos. Na verdade, a linha dura do exército brasileiro, pressionou Costa e Silva a promulgar o Quinto Ato Institucional (AI-5) no dia 13 de dezembro de 1968. Este ato deu para o presidente poderes ditatoriais, o Congresso e assembleias legislativas foram dissolvidos, foi suspensa a constituição, e imposta a censura.

O exílio de Jango
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Esse apoio militar dos Estados Unidos para o golpe militar provou desnecessário quando João Goulart chegou em Porto Alegre em 2 de Abril de 1964, e foi informado de que o governo dos Estados Unidos já havia reconhecido o novo governo brasileiro. Jango, em Porto Alegre, foi aconselhado pelo general Argemiro de Assis Brasil para se exilar no Uruguai.

Os motivos da operação
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Devido à Guerra Fria, qualquer linha de pensamento que não se alinhasse com a dos Estados Unidos e aliados pós Segunda Guerra era má vista, por isso os Estados Unidos não viam o governo de João Goulart, de tendência esquerdista, com bons olhos; havia três anos estavam preparando e incentivando civis e militares brasileiros estrategicamente para um golpe de Estado, para eliminar a influência das esquerdas pró-soviéticas no país.

O alinhamento do Brasil em 1946
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Quando em 1946 os presidentes Dutra e Truman se reuniram, Dutra promoveu, por ideia do presidente americano, a fundação da Escola Superior de Guerra, criada em 1949. A ESG foi inspirada nos -War Colleges- americanos, onde estudavam militares brasileiros.
A Escola Superior de Guerra apesar do nome, não se trata de uma escola voltada aos assuntos clássicos da Estratégia e da Tática. Seus estudos são voltados para a política, sendo que seu principal curso, o Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia, tem em seu corpo docente desde a sua fundação mais da metade de alunos civis.
Devido ao alinhamento à direita, é claro que o país deveria seguir uma escola de guerra. O presidente Castello Branco optou pela escola americana.

O desalinhamento em 1955
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Em 1955, Juscelino Kubitschek de Oliveira começou a incentivar a independência ideológica do Brasil em relação à política externa; os estado-unidenses começaram a se sentir ameaçados [carece de fontes], pois denotou um desalinhamento da política brasileira em relação à dos Estados Unidos.
Com a construção do Muro de Berlim e a Revolução Cubana, Jânio Quadros homenageou Che Guevara e Fidel Castro. Isto chamou a atenção dos Estados Unidos para o Brasil, que, até então, estavam interessados com a Guerra Fria na Europa.

O anticomunismo e intervencionismo americano
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Com a posse de Jango, e o Brasil implementando políticas progressistas, reações conservadoras partiram de Washington [carece de fontes] e da direita brasileira insinuando que a política externa independente que Jango perseguia, de aproximar-se da posição independente do grupo de países não alinhados da Guerra Fria levaria eventualmente ao alinhamento do Brasil, e logo da América Latina, ao bloco de países comunistas uma vez que o movimento dos não alinhados continha países que resistiam à influência político, militar e econômica norte-americana como a Iugoslávia. Por uma questão estratégica norte-americana, e com a Guerra Fria em pleno andamento, os Estados Unidos não queriam aceitar que um país de dimensões continentais, subdesenvolvido como o Brasil era à época, mantivesse relações comerciais com a China e demais países considerados inimigos dos Estados Unidos. Para os Americanos da administração de Lyndon Johnson isso poderia acarretar em perda do mercado consumidor e que o Brasil se tornasse também fornecedor de matérias-prima para aqueles hostis aos Estados Unidos do bloco comunista e assim um déficit geopolítico-estratégico para os Estados Unidos na Guerra Fria.
Conforme noticiado na imprensa na época, os americanos em 1962 sugeriram que o Brasil adotasse sanções contra Cuba. O Brasil, junto a outros países, negou-se a votar a favor da suspensão de Cuba da OEA, alegando que não havia cláusula diplomática na carta fundadora da OEA. Por outro lado, com João Goulart tendo sido o transmissor das ameaças de invasão americanas a Cuba, o Brasil optou por votar a favor do bloqueio naval de Cuba pelos EUA quando da Crise dos mísseis, opção que a diplomacia brasileira julgava que manteria a paz entre EUA e URSS.
O Brasil de João Goulart flertava comercialmente com a África, a Índia, a China Comunista, o Leste Europeu Comunista e com uma gama de países do grupo de países aliados à URSS. O Brasil seguia perseguindo uma política externa contraventora com diversos atores não tipicamente aliados dos países americanos, em uma demonstração de que o Brasil almejava manter relações com todos os lados do conflito e não uma diplomacia comercial e diplomática alinhadas às posições norte-americanas. No âmbito da diplomacia econômica bi-lateral com os EUA, o Brasil seguia negando a ajuda americana para que pagasse indenização à empresas americanas estatizadas por governos estaduais. Com o discurso na Central do Brasil, se deu a impressão de que Jango usaria as camadas populares para pressionar por suas reformas agrária e bancária, o que os Estados Unidos não estavam preparados para aceitar, ou seja, perder aliados incondicionais na América Latina que servissem ao seu interesse nacional político, econômico e militar. Assim, o governo Americano deu autorização para que fosse posto em prático ação de apoio aos militares que tomaram o país. Muitos destes formados segundo teoria originalmente americana da segurança nacional anticomunista, e mais ideologicamente alinhados aos interesses norte-americanos em ajudar os países latino-americanos na época.

A Lei de Remessa de Lucros
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Em Setembro de 1962 o Congresso Nacional aprovou a Lei de Remessa de Lucros, que ocasionou bilhões de dólares de prejuízos; essa foi outra provocação considerada pelos Estados Unidos como inadmissível, que desencadeou uma remessa de dinheiro para financiar os preparativos para o golpe. Gordon, em comunicado ao presidente americano, demonstrou muita preocupação.

Lincoln Gordon, Vernon Walters, Castello Branco
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Lincoln Gordon foi embaixador no Brasil era do Partido Democrata. Lincoln Gordon temia que o Brasil seguisse o rumo de Cuba.
O coronel Vernon Walters era amigo de Castello Branco, haviam trabalhado lado a lado na Itália e era adido militar da embaixada americana no Brasil.
Segundo historiadores, Walters convocou Dan Mitrione a pedido de Magalhães Pinto para treinar 10.000 homens da Polícia Militar de Minas Gerais. Magalhães, dono do Banco Nacional, financiou do próprio bolso o treinamento.
A lei de remessas de lucros foi a proibição de empresas multinacionais de mandarem todos os lucros para suas sedes no exterior.

John Kennedy e João Goulart
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John Kennedy, amigo pessoal de João Goulart, ordenou que Lincoln Gordon agisse com cautela para evitar uma revolução no Brasil. Gordon no entanto teve que agir conforme ordenado por Lyndon B. Johnson, vice-presidente de Kennedy que assumiu após seu assassinato e apoiou o golpe de estado oferecendo apoio militar e de suprimentos às tropas golpistas.

Lyndon Johnson
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Com a morte de Kennedy, a posse em Novembro de 1963 de Lyndon Johnson e, em Janeiro de 1964, Jango sancionando a Lei de Remessa de Lucros, as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos ficaram mais complicadas pois o Brasil passava a pleitear posição mais igualitária na relação. As empresas americanas ameaçaram fechar suas filiais no Brasil. Internamente, Lyndon Johnson não tinha o mesmo apoio que Kennedy tinha e como todo presidente democrata sem amplo respaldo e aprovação ele era acusado pelos opositores do Partido Republicano de conduzir uma política externa muito suave, uma vez que a bandeira deles era sempre a anticomunista e de política externa agressiva contra países esquerdistas e que não aceitassem os termos norte-americanos nas relações bilaterais. Tentando fazer um governo de coalizão, Johnson então mostrou-se mais agressivo que Kennedy, ordenando que seus serviços diplomáticos, de inteligência e militar fizessem -tudo ao seu alcance- para sacar do poder João Goulart.

Lincoln Gordon e os rumos da ditadura
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Minha convicção era a de que Goulart estava determinado a transformar-se num ditador comunista, à imagem de seus dois heróis políticos, Getúlio Vargas e Juan Perón, e de que isso seria irreversível se ele continuasse na presidência. Cheguei a compartilhar essa ideia, especialmente depois do discurso de Goulart na sexta-feira de 13 de março, no comício para uma imensa aglomeração de extrema esquerda. A hipótese de guerra civil surgiu parcialmente da precedente Revolução Constitucionalista de 1932, deflagrada por São Paulo contra Vargas, e parcialmente de crises mais recentes, como a de agosto de 1961, que levou à renúncia de Jânio Quadros.
Durante a visita que fez ao Brasil em março de 1979, confessou-se chocado com o desvirtuamento dos ideais do movimento político-militar de 31 de março de 1964, esclarecendo que, em princípio, esperava um período relativamente curto de arbítrio, mas não um regime militar que se prolongasse por 15 anos. Não obstante, reafirmou sua confiança no aprofundamento do projeto de abertura política patrocinado pelo presidente recém-empossado, general João Batista Figueiredo, bem como no amadurecimento da presença brasileira no cenário internacional.


 Editorial

Operação Irmão Sam

A Operação Irmão Sam foi o uso da Marinha e da Força Aérea dos Estados Unidos em apoio ao golpe no Brasil em 1964. Com a deterioração das relações com o governo de João Goulart e a atitude favorável dos grupos que conspiravam contra ele, surgiu a ideia de uma operação para garantir o sucesso de um levante. A questão foi discutida entre o embaixador dos EUA no BrasilLincoln Gordon, e autoridades em Washington durante o governo do presidente John F. Kennedy e seu sucessor Lyndon B. Johnson. Pensaram em apoio logístico, o posicionamento de uma esquadra na costa brasileira para "mostrar a bandeira" e até, em situação extrema, um plano para uma gigantesca operação terrestre, que não foi utilizada. A operação foi planejada mantendo contato com conspiradores brasileiros, como o general Castelo Branco, e tinha como premissa a formação de um governo provisório que solicitaria ajuda externa.

Com a eclosão do golpe de Estado, a operação foi ativada para transferir combustível como gasolina por via marítima para os militares insurgentes, para deixar uma esquadra perto do Brasil e para levar suprimentos de guerra por via aérea. O componente naval consistia no porta-aviões USS Forrestal, um porta-helicópteros e seis destróieres da Segunda Frota, além de quatro navios-tanque. O porta-aviões partiu da Virgínia, enquanto os navios-tanque deveriam carregar no Caribe. O componente aéreo era de sete aeronaves C-135, oito aeronaves de abastecimento, uma aeronave de apoio aéreo e resgate, oito caças, um avião de comunicações, um posto de comando aerotransportado, armas e munições. O general da Força Aérea George S. Brown recebeu o comando da missão, que foi coordenada pelo Comando Sul no Panamá. [uma]

Enquanto os carregamentos esperavam nas bases aéreas, os navios começaram a deixar seus portos. No entanto, os militares da oposição no Brasil rapidamente derrubaram o governo Goulart, e Castelo Branco relatou que o apoio logístico não seria necessário. A operação foi assim desativada antes de ter qualquer efeito físico no Brasil, mas demonstrou a disposição intervencionista do governo americano. 
Veio à tona entre 1976 e 1977 com a desclassificação de documentos.

 

Contexto

Ver artigo principal: Relações Brasil-Estados Unidos durante o governo João Goulart

Após a Revolução Cubana em 1959, a atitude do governo dos EUA em relação aos líderes esquerdistas na América Latina endureceu. Entre eles estava o governo de João Goulart no Brasil. Os Estados Unidos estavam preocupados com as políticas interna e externa de Goulart e as relações bilaterais se deterioraram. Como a Aliança para o Progresso não conseguiu influenciá-lo com métodos moderados, Washington recorreu ao enfraquecimento do governo brasileiro com medidas como o financiamento das campanhas eleitorais da oposição em 1962 e o redirecionamento da assistência econômica aos governadores da oposição. 

Após um certo período, disputado na literatura, Washington tornou-se favorável à expulsão de Goulart.  Desde 1961, alguns grupos militares brasileiros conspiravam contra o governo, e a Embaixada dos EUA estava ciente de tais movimentos.  Em 1963, o governo dos EUA já procurava um grupo nas Forças Armadas brasileiras capaz de derrubar Goulart.  Enquanto isso, no final daquele ano, estava desenvolvendo planos de contingência e trabalhando no que fazer em caso de rebelião.  Surgiu a preocupação de que os rebeldes precisariam do apoio americano para ter sucesso; em 7 de outubro, Kennedy perguntou a Gordon sobre a possibilidade de que a intervenção pudesse ser necessária.  Um documento do Departamento de Estado feito em novembro mencionou um novo plano de contingência com "forte ênfase na intervenção armada dos EUA".  O plano de contingência que levaria à operação Irmão Sam tinha um escopo mais amplo do que a própria operação. 

 Desenvolvendo a operação

Discussões da Cúpula Americana

A versão de 11 de dezembro de 1963 do plano de contingência, provavelmente em desenvolvimento desde os meses anteriores, listou quatro possibilidades. A terceira, a remoção de Goulart, foi semelhante ao que realmente aconteceu.  O segundo foi:

Resistência aberta e organizada por forças democráticas consideráveis, com considerável apoio militar, contra o esforço de Goulart para tomar o poder autoritário.

Isso implica a possibilidade de uma guerra civil ou pelo menos um confronto entre as forças democráticas e o regime de Goulart. Em tais circunstâncias, devemos nos abster cuidadosamente de dar apoio a Goulart por meio de pronunciamentos públicos, fornecimento de armas ou de qualquer outra forma. Devemos manter uma postura inicial não intervencionista, mas ao mesmo tempo buscar formas e meios de ajudar as forças democráticas.

Os conspiradores militares foram chamados de "forças democráticas".  A seu pedido, os Estados Unidos podem muito bem estar dispostos a fornecer apoio secreto ou mesmo aberto, particularmente apoio logístico (POL [gasolina, óleo e lubrificantes], alimentos, armas e munições)

O documento enfatizou que sua descoberta prematura seria politicamente prejudicial.  Da mesma forma, uma intervenção aberta seguida da vitória de Goulart contra seus adversários seria um constrangimento.  A ideia de uma força-tarefa naval não estava presente neste momento,  mas a possibilidade de "intervir com a força apenas se houvesse intervenção soviética ou cubana" poderia aludir a tal força-tarefa ou mesmo a uma operação terrestre. 

Em meados de março de 1964, a Embaixada noticiou o agravamento da crise política, a unidade dos conspiradores militares sob a figura do general Castelo Branco, que poderia liderar um golpe de Estado, e a adesão dos governadores dos Estados à conspiração. [19] Uma reunião na Casa Branca em 20 de março e outra na embaixada logo depois estabeleceram que um porta-aviões e navios-tanque seriam enviados para apoiar a oposição. Os primeiros tinham a suposição de que, mesmo com os partidários de Castelo Branco tomando a maior parte do país, poderia haver resistência no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, e uma presença naval no litoral, "mostrando a bandeira", seria uma demonstração de força a favor dos rebeldes.  Lincoln Gordon afirmou mais tarde que um dos objetivos da força-tarefa seria evacuar cidadãos americanos em território brasileiro.  Isso é possível, mas não é mencionado em sua correspondência com o Secretário de Estado em 1964. 

A ideia foi criticada por alguns especialistas em uma reunião na Casa Branca. Para McGeorge Bundy, Conselheiro de Segurança Nacional, "a punição não parece corresponder ao crime". O general Andrew Goodpaster não entendia como o esquadrão poderia ajudar os oposicionistas.  Lincoln Gordon teve que enfrentar a oposição de seus superiores para transmitir suas ideias, destacando-se como a figura central em todo o esforço para apoiar os conspiradores militares brasileiros. 

As entregas de combustível impediriam que os apoiadores de Goulart na Petrobras cortassem o fornecimento.  Essa preocupação havia sido transmitida à Agência Central de Inteligência (CIA) pelo empresário paulista Alberto Byington.  Por outro lado, o plano de dezembro de 1963 já mencionava combustível e afirmava que suas disposições deveriam ser garantidas, evidenciando que a ideia não nasceu de última hora.  Além do combustível, havia preocupação com armamentos. Gordon já havia registrado no plano de defesa interna do Brasil, datado de 20 de março, como as forças de segurança brasileiras estavam mal equipadas. 

Governo provisório e estado de beligerância

O plano de contingência de dezembro de 1963 estabeleceu uma condição para o apoio logístico:

Se uma parte significativa do território nacional fosse mantida pelas forças democráticas, a formação de um governo provisório alternativo para solicitar ajuda seria altamente desejável. 

Da mesma forma, na época do golpe, o Departamento de Estado especificou que o fornecimento de combustível e munição só poderia vir após "o ponto em que algum grupo com uma reivindicação razoável de legitimidade é capaz de solicitar formalmente reconhecimento e assistência de nós e, se possível, de outras repúblicas americanas".  O estado de insurgência ou beligerância regularizaria a oposição em um nível legal. Coube aos oposicionistas brasileiros criar esse novo governo, o que sugere que eles estavam em contato com os planos americanos. A ligação entre essa ideia e a conspiração brasileira foi o senador Afonso Arinos de Melo Franco. 

Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, lançou seu estado em rebelião em conjunto com a guarnição do Exército local no início do golpe de Estado. [d] No dia anterior, tinha nomeado um secretariado supra-partidário "de unidade hermética", incluindo um Secretariado sem Pasta reservado a Afonso Arinos.  Uma vez chamado a Belo Horizonte no dia 31, sua função seria a de "chanceler da revolução", "o primeiro chanceler da República fora do Itamaraty" encarregado de fazer com que o estado de beligerância fosse reconhecido no exterior. [34] Segundo ele, Magalhães estendeu esse convite pela primeira vez em novembro de 1963, quando mencionou a possibilidade de uma resistência prolongada de Minas Gerais; Suas ações permitiriam, por exemplo, a compra de armas no exterior.  Segundo ele,

Magalhães havia assumido uma responsabilidade nacional. E, neste caso, ele pensou que deveria fazer dentro do Palácio da Liberdade um governo que também tivesse um caráter nacional. (...) Minha função como secretário sem pasta era obter eventual apoio internacional para o reconhecimento de nossa condição de beligerância, caso as condições efetivas do movimento que estava sendo preparado chegassem a esse ponto. O reconhecimento da beligerância, como você bem sabe, implica o fornecimento de elementos capazes de ajudar o movimento político que está em andamento. 

O governo de Minas Gerais pretendia usar o Porto de Vitória para receber armas estrangeiras, especialmente dos EUA. Obteve a anuência do governador do Espírito Santo e definiu que a Polícia Militar de Minas Gerais defenderia esse corredor logístico.  Na época da rebelião, organizou o "Destacamento Leste" próximo às fronteiras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, com os 6º e 11º Batalhões de Infantaria.  No entanto, uma rebelião poderia ser esmagada logo no início, já que os suprimentos estrangeiros levariam dias para chegar. Em caso de guerra civil, Minas Gerais estaria em desvantagem, mesmo que conseguisse armas para 50.000 voluntários.  A CIA informou que o Porto de Vitória seria necessário para receber combustível e os rebeldes poderiam controlá-lo. 

Gordon chegou a enviar uma mensagem a vários governadores sobre a necessidade de um governo legítimo.  A CIA informou que, em caso de conflito aberto no Brasil, a Argentina solicitaria a intervenção da OEA no Brasil. 

Afonso Arinos foi relevante durante o golpe quando informou ao deputado San Tiago Dantas sobre seu envolvimento planejado. Na manhã de 1º de abril, Dantas disse a Goulart que o Departamento de Estado dos EUA estaria disposto a reconhecer um governo rebelde paralelo. Esse foi um dos motivos da saída do presidente do Rio de Janeiro. 

 

Operação terrestre hipotética

Em sua conversa com Kennedy em outubro de 1963, Lincoln Gordon mencionou que:

Demos uma olhada preliminar, Bob [McNamara], na pergunta que o general O'Meara fez certa vez: Suponha que o país caísse sob controle comunista, controle de um grupo comunista, e houvesse realmente uma questão de uma invasão militar para recapturá-lo, o que seria necessário? Bem, seriam necessárias seis divisões, esqueci quantos navios e aeronaves e outros enfeites, quero dizer, foi uma operação militar realmente massiva. 

Tal operação excederia em muito a escala da presença no Vietnã, onde havia 16.300 soldados americanos no final de 1963. É comparável ao plano "Pot of Gold" de 1940 de desembarcar 100.000 homens no Brasil. O plano de seis divisões ainda não foi desclassificado. Há uma diferença de opinião sobre fazer parte ou ser distinto do irmão Sam. [f] O plano de contingência aludia vagamente à possibilidade de tal operação em caso de interferência comunista externa.  A operação aérea e naval ativada durante o golpe, no entanto, não incluiu botas no solo. Em 30 de março, o secretário de Estado Dean Rusk observou que "em um país de mais de 75 milhões de pessoas, maior do que o território continental dos Estados Unidos, este não é um trabalho para um punhado de fuzileiros navais dos Estados Unidos". 

Segundo Carlos Fico, a entrega de suprimentos aos portos brasileiros ainda exigiria uma pequena presença terrestre e, no caso de um conflito interno no Brasil, seria possível encontrar alguma interferência comunista externa como pretexto para uma intervenção militar. Nesse caso, seria necessário consultar o Congresso americano e a Organização dos Estados Americanos, um "cenário verdadeiramente chocante".  Jacob Gorender observou que os navios não transportavam contingentes terrestres, e o crescente envolvimento no Vietnã dificultaria uma segunda frente no Brasil. Moniz Bandeira enfatizou a possibilidade de uma invasão. Elio Gaspari escreveu que "não há registro documentado que determinasse um desembarque imediato de tropas". 

Últimos dias

A operação foi planejada em cooperação com brasileiros, tendo como intermediário o general José Pinheiro de Ulhoa Cintra. Em 28 de março, Gordon registrou como as preocupações logísticas vinham dos conspiradores e seriam especificadas na semana seguinte por meio do contato entre o general Cintra e o adido militar Vernon Walters. Na interpretação de Marco Antonio Villa, a operação poderia ter em vista o golpe castelista previsto para a primeira quinzena de abril, o que permitiria que os navios já estivessem próximos ao Brasil no momento da deflagração. No dia 27, um memorando de Lincoln Gordon previa o clímax da crise política em poucos dias, com Castelo Branco como líder da "revolução". 

Reportagens da CIA em Minas Gerais no dia 30 registraram o início iminente do movimento.  Nas primeiras horas da manhã do dia 31, o general Olímpio Mourão Filho, comandante do Exército Brasileiro em Minas Gerais, precipitou o golpe de Estado, sobre as cabeças de Castelo Branco e dos demais conspiradores no Rio de Janeiro e em São Paulo. 

 

força-tarefa em ação

Início

Às 11h30, uma reunião de alto nível em Washington discutiu as capacidades de apoio aéreo e naval. Em um telegrama enviado à Embaixada, eles definiram o dilema entre "não deixar passar uma oportunidade que não pode se repetir" e "não colocar o governo dos EUA no comando de uma causa perdida". Além do esquadrão e do abastecimento de combustível proposto pela Embaixada, também foi aprovado o envio de armas e munições. Às 13h50, o contra-almirante John L. Chew ordenou que a força-tarefa com o porta-aviões USS Forrestal e dois destróieres de mísseis guiados fosse enviada para as proximidades de Santos, onde poderia receber novas ordens. Paralelamente, também seria enviado um grupo de apoio de helicópteros, embarcado em um navio acompanhado por quatro destróieres. Esses navios pertenciam à 4ª Divisão de Porta-Aviões e às 162ª e 262ª Divisões de Destróieres da Segunda Frota. A força-tarefa Forrestal deveria partir de Norfolk, Virgínia, às 07:00 do dia 1º, horário local (09:00 no Rio de Janeiro).  Os navios levariam alguns dias para serem montados.  A força-tarefa de porta-aviões era esperada na área por volta de 10 ou 11 de abril, e os helicópteros, no dia 14.

Sob sigilo, os navios-tanque seriam carregados em Aruba a partir das 19:00 (horário do Rio de Janeiro) do dia 31 e depois enviados em direção ao Brasil.  Sua carga de gasolina comum seria o equivalente ao consumo de um dia no Brasil nos níveis de 1977. Na manhã do dia 2, um deles, o Santa Ynez, estava pronto para partir.  Tinha como destino Montevidéu, no Uruguai, mas em 10 ou 11 de abril estaria perto do Rio de Janeiro. Havia a alternativa de transportar combustível por via aérea.

Para o transporte aéreo, 250 espingardas calibre 12 seriam transferidas para a Base Aérea de Ramey, em Porto Rico, às 03:00 (horário do Rio de Janeiro) do dia 1º. Enquanto isso, ao meio-dia (horário do leste dos EUA), 110 toneladas de revólveres e munições chegariam à Base da Força Aérea McGuire, em Nova Jersey. O contingente aéreo consistiria em aproximadamente sete aeronaves C-135 (seis para transporte e uma para apoio), oito caças de escolta, até oito aviões-tanque, uma aeronave de alívio aéreo, uma aeronave de comunicações e um posto de comando aerotransportado. Telegrama do Departamento de Estado para a Embaixada em 31 de março determinou que, se houvesse condições para o embarque, levaria de 24 a 36 horas e teria como destino Campinas. Outro telegrama esperava um desembarque em Recife

O general da Força Aérea George S. Brown foi designado comandante da missão, enquanto o general Breitweiser, chefe das forças aéreas do Comando Sul, comandou a Força-Tarefa Conjunta do Comando Sul. A partir das 07:00 (09:00 no horário do Rio), essa força-tarefa, com oficiais do Exército, da Marinha, da Força Aérea e da CIA dos Estados Unidos, reuniu-se na Base da Força Aérea do Panamá para coordenar a logística da operação. 

Cancelamento

No dia 1º de abril, altos funcionários em Washington, preocupados com a possibilidade de apoio aberto à rebelião em benefício de Goulart, perguntaram à Embaixada se "o ímpeto continuaria do lado anti-Goulart sem nosso encorajamento encoberto ou aberto". Lincoln Gordon respondeu que "o ímpeto claramente aumentou" e o apoio aberto seria um erro político. Ele acrescentou que Ademar de Barros, governador de São Paulo, e outros de seu estado haviam solicitado combustível e uma presença naval ostensiva, mas não eram importantes. Os americanos estavam bem informados sobre o curso dos acontecimentos no Brasil e em contato com Castelo Branco. Este último disse a Gordon que não precisava de apoio logístico e, a partir de então, a operação começou a ser desmantelada. Às 17h30, o embaixador relatou a "rebelião democrática 95% vitoriosa". 

Em um relatório enviado à 01:00 da manhã do dia 2, Gordon esclareceu que combustível e armamentos ainda podem ser necessários, uma vez que o controle sobre as refinarias ainda não estava garantido e ainda havia resistência no Terceiro Exército. Às 16h00, Castelo Branco confirmou que a última resistência militar do III Exército tinha terminado. A ordem para dissolver a Força-Tarefa Conjunta veio às 17:22, entrando em vigor às 20:00. Às 16h30 (horário do Rio) do dia 3, foi determinado que "a situação atual no Brasil não exigirá a presença da Força-Tarefa com porta-aviões em águas oceânicas ao sul do país",[66] como sugerido por Gordon no meio do dia anterior. 

A operação tornou-se o exercício "Quick Kick", após o qual os navios voltaram aos negócios como de costume. O diário de bordo do Forrestal como o porta-aviões deixou Hampton Roads em 1º de abril, dirigiu-se para 17º N 60º W [i] e voltou, ancorando no dia 8. No dia 3, Dean Rusk informou a Gordon que, com a desativação da operação, os custos de US$ 2,3 milhões para os petroleiros não seriam cobertos pelo orçamento e poderiam ter que ser reembolsados pelo Brasil, mas isso não ocorreu. À tarde, o general O'Meara dispensou os comandos aéreos, mantendo apenas o movimento de combustível. À noite, o Estado-Maior Conjunto cancelou o transporte aéreo e de combustível. Os petroleiros continuaram se movendo até 4 ou 5 de abril, enquanto as armas e munições permaneceram nas bases até 7 de abril. 

 

Descoberta

Após o golpe, surgiram algumas evidências de uma operação militar americana. O brasilianista Thomas Skidmore mencionou em um artigo na época que os conspiradores brasileiros solicitaram apoio material de diplomatas americanos. Quatro anos depois, durante uma entrevista de Carlos Lacerda no programa de televisão Linha de Fogo, um marinheiro na plateia afirmou que na época seu navio recebeu ordens de seguir para o Brasil. [j] Alguns conspiradores também fizeram menção a isso, como Mourão Filho, que admitiu saber sobre a possível aproximação de uma esquadra. No entanto, Lincoln Gordon e Vernon Walters negaram que houvesse algo mais do que monitoramento velado dos eventos. 

Nas palavras de Elio Gaspari, "a frota americana só foi avistada doze anos depois". A operação veio à tona por meio da historiadora Phyllis R. Parker. Como parte de seu programa de mestrado, iniciado em 1974, ela acessou documentos recém-lançados na Biblioteca Lyndon B. Johnson. Com a ajuda do próprio Gordon na interpretação dos documentos, ela encontrou eventos ausentes dos livros de história de Skidmore e John W. F. Dulles e em contradição com a versão oficial das autoridades americanas. O jornalista Marcos Sá Corrêa também examinou os documentos e publicou artigos no Jornal do Brasil, que posteriormente foram incluídos no livro 1964 visto e comentado pela Casa Branca. Nos 40º e 50º aniversários do golpe em 2004 e 2014, o Arquivo de Segurança Nacional publicou registros adicionais sobre a operação em si e a política americana sobre o Brasil nos dois anos anteriores. 

 

Ver também

Operação Condor

Operação Farroupilha

Envolvimento dos Estados Unidos na mudança de regime

Envolvimento dos Estados Unidos na mudança de regime na América Latina

 

Notas

^ Conhecido até 1963 como Comando do Caribe.

^ Original in Fico 2008, Anexo I.

^ Anexo II in Fico 2008.

^ Ver, Lacerda, Vitor (2017). O udenismo e Minas Gerais : sujeitos, processos e culturas políticas (1943-1966) (PDF) (Dissertação) (em português do Brasil). França: Unesp. e Pinto, Daniel Cerqueira (2015). General Olympio Mourão Filho: Carreira Político-Militar e Participação nos Acontecimentos de 1964 (PDF) (Dissertação). Juiz de Fora: UFJF..

^ Testemunho em Jango (1984). Citado em Ferreira, Jorge; Gomes, Angela de Castro (2014). 1964: O golpe que derrubou um presidente, pôs fim ao regime democrático e instituiu a ditadura no Brasil (1ª ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira., capítulo 21.

^ Pereira 2018, p. 14 os veem como distintos, diferentemente de Fico 2008.

^ Apesar dessa classe, era usado para transportar helicópteros. Ver Corrêa 1977, p. 35.

^ Parker 1977 dá 136 mil barris de gasolina comum, 87 mil barris de gasolina de aviação, 272 mil barris de combustível de aviação, 35 mil barris de diesel e 20 mil barris de querosene.

^ Leste das Pequenas Antilhas.

^ Firing Line, 13 de novembro de 1967, 41 minutos.

 

Referências

^ Departamento de Estado, 1 de abril de 1964.

^ Parker 1977, pág. 116.

Jump up to:um b Fico 2008, pág. 101.

^ Pereira 2018.

^ Lara 2015.

^ Spektor 2018, pág. 12.

^ Pereira 2018, pp. 6–7.

^ Parker 1977, pp. 83-84.

Jump up to:um b Pereira 2018, p. 14.

^ Fico 2008, pág. 86.

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^ Departamento de Estado, 22 de novembro de 1963.

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^ NSC, 28 de março de 1964.

^ Lara 2016, pág. 12.

^ Green & Jones 2009, p. 71.

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^ Fico 2008, pp. 91–92.

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^ Silva 2014, p. 178.

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^ Departamento de Estado, 30 de março de 1964.

^ Fico 2008, pp. 93 e 100-101.

^ Gorender 1998, pág. 72.

^ Bandeira 1978, p. 175.

Jump up to:um b Villa 2014, "A situação é calma".

^ Faria 2018, p. 64.

^ CIA, 30 de março de 1964a e CIA, 30 de março de 1964b.

^ Silva 2014, pp. 172–173.

^ Parker 1977, pp. 101–102.

^ Corrêa 1977, pp. 32 e 34.

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^ Corrêa 1977, p. 17.

^ Corrêa 1977, pp. 46 e 48.

^ Parker 1977, pp. 102–103.

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^ Corrêa 1977, pp. 39–40.

^ Corrêa 1977, p. 38.

^ Corrêa 1977, p. 27.

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^ Parker 1977, pp. 105-106.

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^ Corrêa 1977, pp. 45 e 52-53.

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^ USS Forrestal, abril de 1964.

^ Fico 2008, pág. 99.

^ Parker 1977, pp. 115-116.

^ Corrêa 1977, p. 16.

^ Lara 2016, pág. 3.

^ Lara 2016, pp. 3–6.

^ Green & Jones 2009, pp. 68-71.

^ Hershberg & Kornbluh 2004.

 

Fontes

Livros

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Castello Branco, Carlos (1964). "Da conspiração à revolução". Os idos de março e a queda em abril (2 ed.). Rio de Janeiro: José Álvaro.

Corrêa, Marcos Sá (1977). 1964 visto e comentado pela Casa Branca (1 ed.). Porto Alegre: L&PM.

Fico, Carlos (2008). O grande irmão: da Operação Brother Sam aos anos de chumbo. O governo dos Estados Unidos e a ditadura militar brasileira (em português) (2 ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Gaspari, Elio (2014). A ditadura envergonhada. As Ilusões Armadas (2 ed.). Rio de Janeiro: Intrínseca.

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Gorender, Jacob (1998). Combate nas trevas (5 ed.). São Paulo: Ática.

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Articles and works

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Documentos

Trechos da conversa de John F. Kennedy sobre o Brasil com o embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, na segunda-feira, 7 de outubro de 1963 (fita 114/A50, Arquivos do Gabinete do Presidente, Biblioteca Presidencial John F. Kennedy, Boston)

Departamento de Estado, Memorando, "Plano de Contingência da Embaixada", Top Secret, 22 de novembro de 1963

NSC, Memcon, "Brazil", Top Secret, 28 de março de 1964

CIA, Intelligence Information Cable sobre "Planos de conspiradores revolucionários em Minas Gerais", 30 de março de 1964 (IN 50 173)

CIA, Intelligence Information Cable sobre "Planos de conspiradores revolucionários em Minas Gerais", 30 de março de 1964 (IN 50 182)

Telegrama do Departamento de Estado para a Embaixada no Brasil, Washington, 30 de março de 1964

Departamento de Estado, telegrama secreto para o embaixador Lincoln Gordon no Rio, 31 de março de 1964

Teleconferência entre o Departamento de Estado e a Embaixada no Brasil, 1º de abril de 1964

Diários de bordo de navios e estações da Marinha dos EUA, 1941 - 1983: Forrestal (CVA-59) - abril de 1964. Administração Nacional de Arquivos e Registros.

 

 

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Fonte Operation Brother Sam – Wikipédia, a enciclopédia livre











Artista Gráfico: Pedro Barreto




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5. Em 27/04/2025  para maio (28/29/30-01-02-03-04 maio)

 Tema: 

Nossos Homenageados e Aniversariantes intervalo de 

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4. Em 27/04/2025 

 Tema: 





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Do mês

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 3. Em 20/04/2025 - 


Aniversariantes da 3ª semana - Intervalo de 15 a 21

Dia 15

Dia 16

Dia 17

Dia 18

Dia 19

Dia 20

Dia 21











   



------------------  2ª semana --------------


2.     Em 13/03/2025

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 Editorial

Conhecendo a nação BRASILEIRA
Os povos indígenas do Brasil compreendem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam o país desde milênios antes do início da colonização portuguesa, que principiou no século XVI, fazendo parte do grupo maior dos povos ameríndios. No momento da chegada dos portugueses ao Brasil, os povos nativos eram compostos por povos seminômades que subsistiam da caçapescacoleta e da agricultura itinerante, desenvolvendo culturas diferenciadas. Apesar de protegida por muitas leis, a população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores diretamente e pelas doenças que eles trouxeram, caindo de uma população de milhões para cerca de 150 mil em meados do século XX, quando continuava caindo. Apenas na década de 1980 ela inverteu a tendência e passou a crescer em um ritmo sólido. No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022, 1 693 535 brasileiros se autodeclararam indígenas, embora milhões de outros tenham algum grau de ascendência indígena. Ainda sobrevivem diversos povos isolados, sem contato com a civilização dominante.




Indígenas respectivamente dos povos:
Ashaninka, Assurini, Bororo, Kayapó, Guajajara, Kaiowá, Kuikuro, Kaingang, Zo'è, Yanomami, Xacriabá, Yawalapiti, Wauja, Waiwai, Terena e Rikbaktsa

População de nativos por município segundo o censo demográfico do Brasil de 2022

População total
1 693 535
segundo o Censo de 2022, aproximadamente 0,8% da população do Brasil[1]

Regiões com população significativa

Línguas
Línguas indígenas e português. O número de línguas indígenas é incerto, variando conforme os critérios utilizados, mas pode chegar a cerca de 270.

 
Nação Brasileira [1]

"Povos originários do Brasil


Os povos originários do Brasil são os indígenas, com toda a sua diversidade cultural. Como o termo se refere aos primeiros habitantes de um local, é utilizado para referir-se aos indígenas no contexto brasileiro, uma vez que eles eram os habitantes originários do Brasil quando os portugueses aqui chegaram. 
Os indígenas chegaram ao território brasileiro há milênios e estavam muito bem estabelecidos aqui quando os portugueses chegaram, em 1500. Estima-se que a presença humana no território brasileiro remonte há, pelo menos, 12 mil anos, mas algumas evidências também sugerem um período demais de 40 mil anos.

Muitas teorias tentam explicar como aconteceu a chegada de seres humanos à América. De toda forma, quando os portugueses chegaram ao Brasil, havia milhões de indígenas espalhados por todo o território. Atualmente, existem mais de 300 etnias catalogadas no Brasil, e, segundo o Censo de 2022, existem quase 1,7 milhão de indígenas aqui. Caso queira saber mais sobre os povos indígenas do Brasil, leia nosso texto.

Diferença entre povos indígenas e povos originários

Não há diferença de sentido entre os termos “povos indígenas” e “povos originários” no contexto brasileiro. Isso porque ambos são utilizados para se referir aos primeiros habitantes do território brasileiro e seus descendentes."

Veja mais sobre "Povos originários" em: https://brasilescola.uol.com.br/historia/povos-originarios.htm

Os povos indígenas do Brasil compreendem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam o país desde milênios antes do início da colonização portuguesa, que principiou no século XVI, fazendo parte do grupo maior dos povos ameríndios. No momento da chegada dos portugueses ao Brasil, os povos nativos eram compostos por povos seminômades que subsistiam da caçapescacoleta e da agricultura itinerante, desenvolvendo culturas diferenciadas. Apesar de protegida por muitas leis, a população indígena foi amplamente exterminada pelos conquistadores diretamente e pelas doenças que eles trouxeram, caindo de uma população de milhões para cerca de 150 mil em meados do século XX, quando continuava caindo. Apenas na década de 1980 ela inverteu a tendência e passou a crescer em um ritmo sólido. No censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022, 1 693 535 brasileiros se autodeclararam indígenas, embora milhões de outros tenham algum grau de ascendência indígena. Ainda sobrevivem diversos povos isolados, sem contato com a civilização dominante.

Os povos indígenas brasileiros deram contribuições significativas para a sociedade mundial, como a domesticação da mandioca e o aproveitamento de várias plantas nativas, como o milho, a batata-doce, a pimenta, o caju, o abacaxi, o amendoim, o mamão, a abóbora e o feijão. Além disso, difundiram o uso da rede de dormir e o costume do banho diário, desconhecido pelos europeus do século XVI. Para a língua portuguesa legaram uma multidão de nomes de lugares, pessoas, plantas e animais (cerca de 20 mil palavras), e muitas de suas lendas foram incorporadas ao folclore brasileiro, tornando-se conhecidas em todo o país. Também foram importantes aliados dos portugueses, mesmo que involuntários, na consolidação da conquista territorial, defendendo e fixando cada vez mais distantes fronteiras, e deram grande contribuição à composição da atual população nacional através da mestiçagem.
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A invasão das terras indígenas por madeireiros, pecuaristas, agricultores e mineradores também é uma pauta importante para os povos originários do Brasil. Além disso, a luta é para que o governo dê mais visibilidade aos indígenas e combata o preconceito existente contra esses povos.

A defesa dos direitos dos povos originários no Brasil levou à criação do Ministério dos Povos Indígenas, cujo propósito é defender os direitos constitucionais dos indígenas e lutar contra as violências que esse grupo sofre em nosso país. Esse ministério foi criado em 2023, durante o terceiro governo de Lula.

Leia mais: Afinal, o que é o Marco Temporal?

Povos originários na atualidade

Como mencionado, o Censo de 2022 apontou que existem quase 1,7 milhão de indígenas no Brasil, que se distribuem por mais de 300 etnias, que falam mais de 250 línguas diferentes. Esse Censo demonstrou que houve um aumento da população indígena brasileira, mas o fato é que muitos povos e línguas de povos originários estão sob risco iminente de desaparecer.

Os povos originários do Brasil fazem parte de quatro grandes troncos étnicos, que são:

  • aruak;

  • karib;

  • macro-jê;

  • tupi.

Essas diferenças étnicas, além de diferenças linguísticas, são também responsáveis por diferenças culturais, religiosas, de tradição, de modos de vida, de organização social, entre outros. Entre os diferentes povos originários que vivem no Brasil atualmente, estão:

  • ticuna;

  • caingangues;

  • macuxi;

  • yanomami;

  • guaranis;

  • terena;

  • guajajara;

  • xavante etc.

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